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Blog do Pinheiro: Diálogo Inter-Religioso


353 - Mensagem do Espírita Dr. Bezerra de Menezes para o Prof. Pinheiro

Lar de Clara

Fortaleza-Ce, 29/05/2012

Médium Nilton Sousa

 

Caro irmão,

Vendo-te por filho espiritual, tanto quanto outros daqueles que dividem o universo de vida na terra, diríamos que não merecemos a posição na qual nos colocam, figurando o nosso nome entre almas distintas e luminosas. Porque mesmo que atingíssemos todas as possibilidades espirituais de re-educação, nós ainda careceríamos de ter a revelação plena e o sol abrasador de Deus, que é a nossa infinita meta...

Ah! Meu filho do coração, falta-nos tanto para alcançarmos toda a compreensão do que é a Sabedoria Divina, com tudo quanto Ele nos oferta sem nos cobrar o que não possamos pagar...

Torna a espiritualização uma meta em tua vida, a fim de compreenderes que o céu começa no primeiro degrau do coração sem que nos vejamos no outro; sem que enxerguemos nas suas dores e sofrimentos as nossas próprias marcações de almas ainda carentes de luz. Enquanto não enxergarmos nos semelhantes o reflexo de nossa própria existência, pouco ou nada saberemos de Deus, da vida, da existência e dos problemas humanos. Então, entenda  a ti mesmo e verás o horizonte a te acercar com possibilidades novas de transcendência e superação.

 

Bezerra

 



Escrito por José Pinheiro de Souza às 19h39
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352- JESUS NASCEU DE UM PARTO VIRGINAL?

(matéria extraída de meu 8º livro ecumênico “O JESUS HISTÓRICO E O MÍTICO”, em andamento)

(29/5/2012)

O Jesus mítico, sim; não, porém, o Jesus histórico.  A passagem evangélica, expressa no Evangelho de Mateus (cf. Mateus 1,18), diz que Maria engravidou pelo Espírito Santo, ou seja, que Jesus não nasceu de um parto normal, como qualquer um de nós, mas nasceu de um parto virginal e miraculoso, por obra e graça do Espírito Santo. Esta passagem evangélica nada tem a ver com o nascimento do Jesus histórico, mas com o nascimento Jesus mítico (ou mitológico, também chamado de “Cristo de fé”). Não é esta visão mítica e irracional que defendo em meus livros ecumênicos, uma vez que não é uma verdade histórica absoluta sobre o nascimento real de Jesus histórico, mas é uma metáfora, ou melhor, um mito, atribuído igualmente a inúmeros outros personagens importantes da história deste planeta que nasceram muito tempo antes de Jesus. Defendo a tese (com muitos autores) de que o Jesus histórico nasceu de um parto normal, como qualquer um de nós.

Mais precisamente, a crença literal no nascimento virginal e miraculoso de Jesus, mesmo tendo grande significação espiritual para os cristãos paulinistas, não é um fato histórico, de acordo com as pesquisas atuais de todos os estudiosos críticos do cristianismo. Historicamente, o Jesus histórico nasceu do mesmo modo natural como qualquer um de nós. Afirmar que ele nasceu miraculosamente, por obra e graça do Espírito Santo, refere-se ao Jesus mítico, pois é uma verdade mítica que tem um grande valor espiritual para alimentar a fé dogmática e mítica dos cristãos, mas não é uma verdade histórica, é uma mentira sobre o Jesus histórico, que, interpretada literalmente, gera muita discriminação entre os cristãos dogmáticos e os membros de outras religiões.

Como afirmam todos os historiadores das religiões, o mito de partos virginais e miraculosos é antiquíssimo, encontrando-se em muitas religiões anteriores ao cristianismo e que, segundo os historiadores das religiões, nascer de uma mãe virgem significava, na antiguidade, que a criança seria um personagem importante. Por isso, os evangelistas, tendo que anunciar aos primeiros cristãos que Jesus era o Messias prometido pelos profetas ao povo de Israel, explicaram-no dizendo que ele nascera de uma mulher virgem, por obra e graça do Espírito Santo.

No dizer do renomado escritor espanhol Pepe Rodríguez, em seu referido livro Mentiras Fundamentais da Igreja Católica,

nascer de uma virgem fecundada por Deus foi um mito pagão difundido em todo o mundo antigo anterior a Jesus. [...] Quando o personagem anunciado era de primeira ordem, a mãe era sempre fecundada diretamente por Deus, através de um procedimento milagroso que, fosse ele qual fosse, confirmava claramente o mito da concepção virginal. [...] Todos os grandes personagens, tenham sido eles reis ou sábios – como, por exemplo, os gregos Pitágoras (570-490 a.C.) ou Platão (427-347 a.C.) –, ou se tenham tornado o centro de alguma religião e acabado por ser adorados como “filhos de Deus” (Buda, Krishna, Confúcio ou Lao Tsé) foram mitificados pela posteridade como filhos de uma virgem. Jesus, surgido muito depois, mas destinado a desempenhar um papel semelhante ao que os seus antecessores haviam desempenhado, não podia ter um estatuto inferior ao deles (RODRÍGUEZ, 2001, p. 98; 100-101; 103).

Para concluir a resposta da presente pergunta, reafirmo que é, de fato, uma grande mentira sobre o Jesus histórico, afirmar que ele nasceu miraculosamente, de um parto virginal, por obra do Espírito Santo. O Jesus histórico, repito, nasceu do mesmo modo natural, como qualquer um de nós.

 

 

 



Escrito por José Pinheiro de Souza às 10h03
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